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A Moça do Tempo que mudou o JN

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Maria Júlia Coutinho é agora um nome nacional e já sabemos que ela prefere ser chamada de “Maju”. Sua presença vem contribuindo para descontrair o ambiente do “Jornal Nacional” na hora da previsão do tempo, de acordo com as “novas” estratégias de reconquista da audiência perdida. E o faz com segurança, numa televisão que impõe severas restrições à participação de pessoas negras. Elas têm presença garantida na construção de cenários e ambientes, pedreiros, pintores, marceneiros, eletricistas, ou manicures e costureiras, iluminadores, etc. Quando o cenário está pronto e o programa começa, as pessoas de pele escura devem recolher-se. Mas nunca o fazem totalmente, sempre podemos vê-las aqui e ali ou pressentir sua presença. Lembrem-se de Machado de Assis, descoberto a semana passada numa foto que documentou a missa campal em comemoração ao treze de maio. Recordemos uma cena de seu romance “Quincas Borba” (cap. 51), publicado em 1892. O almoço já está servido, as personagens se diri

Em sua última semana de mandato, presidente da Nigéria aprova lei que proíbe a mutilação genital feminina

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Em sua última semana na presidência da Nigéria, Goodluck Jonathan assinou uma lei que criminaliza a mutilação genital feminina. De acordo com o All Africa, a lei traz esperança de que os nigerianos "comecem a aceitar que práticas culturais e religiosas também devem se sujeitar aos direitos humanos". A medida já havia sido aprovada pelo senado do país em maio. Além da mutilação genital, a lei também proíbe o abandono de dependentes - mulher, filhos e outros - sem condições de sustento. Estima-se que cerca de 25% das mulheres entre 15 e 49 anos tenham sido submetidas à prática no país. No entanto, por se tratar do país mais populoso do continente, os números absolutos da Nigéria estão entre os mais altos do planeta. De acordo com o International Business Times, especialistas afirmam que a lei pode impactar a criação de outros dispositivos legais em outras 26 nações africanas, onde a prática ainda ocorre. Ainda segundo analistas ouvidos pelo IBT, a aprovação da lei n

Renner é condenada por injúrias raciais de empregadas contra vendedora

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A rede de Lojas Renner S.A foi condenada a pagar R$ 40 mil de indenização por danos morais a uma assistente de vendas que foi alvo de injúria racial por parte de uma colega de trabalho e pela gerente ao longo do contrato de trabalho. Para a Sétima Turma, que não deu provimento a agravo da empresa, ficou constatada a conduta desrespeitosa, humilhante e discriminatória em razão da raça da trabalhadora. Na reclamação trabalhista, a vendedora descreveu que passou por longo processo seletivo e foi selecionada para trabalhar em loja da rede no Shopping Santana Park, em São Paulo. Disse que a costureira da loja constantemente se referia a ela como "filhote de macaco" e "lixo", e a gerente dizia que ela deveria continuar trabalhando com "vassouras e baldes". O tratamento, afirmou, era injustificado, pois sempre procurava trabalhar bem vestida, maquiada e de salto alto, disposta a conquistar os clientes. Testemunhas confirmaram que as ofensas eram reiteradas

Os Crespos promovem palestra com o ativista Ozzy Cerqueira

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Os Crespos promovem palestra com o ativista Ozzy Cerqueira sobre o tema da invisibilidade do negro na sociedade brasileira Através de seu novo projeto denominado “Em Legítima Defesa”, a Cia. Os Crespos, um dos principais coletivos de teatro com temática negra do país, quer discutir e colocar em pauta questões sobre a homoafetividade e negritude. Uma das atividades deste projeto será uma palestra “O corpo negro, sexualidade e vulnerabilidade -  da (in) visibilidade à resistência” com Ozzy Cerqueira, ativista, Advogado da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), Mestre em Saúde Pública pela FSP da USP. O evento acontece no próximo dia 27 de maio, às 20h, na FUNARTE (Alameda Nothman, 1058, Campos Elíseos) com Entrada Franca. O ativista fala sobre o recorrente (des) uso do termo vulnerabilidade no campo dos Direitos Humanos, sobretudo no que tange a temas como homoafetividade e negritude, tem também seu outro lado, o de reiterar fragilidade e reafirmar desigualdades.

Museu Afro Brasil realiza grande exposição sobre arte africana contemporânea

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O Museu Afro Brasil promove a partir do dia 25 de maio, dia Internacional da África, a maior mostra de arte contemporânea africana já realizada no nosso país. Com programação que inclui instalações, pinturas, vídeos, esculturas, moda e um encontro para discussões com os artistas, o projeto Africa Africans, que conta com o patrocínio do Banco Itaú e da Odebrecht, traça um panorama da recente criação visual do continente por meio de obras de artistas de diversos países africanos. A entrada é gratuita e aberta para todas as idades.  A exposição conta com cerca de 100 obras, de mais de 20 artistas, em diversos suportes e linguagens, além de outras obras de arte africana, pertencentes ao acervo do museu e à coleção particular de Emanoel Araujo, diretor curatorial do Museu.     A exposição tem foco na criação de artistas africanos, nascidos e residentes no continente ou fora dele, assim como artistas de origem africana que, mesmo tendo nascido fora da África, dialogam com

25 de maio - Dia da África

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Assinala-se segunda-feira, 25 de Maio de 2015, o quinquagésimo segundo (52º) aniversário da fundação da Organização da Unidade africana OUA, actualmente, União Africana, UA, noticiou a RNA.  Foi há 25 de Maio de 1963, que 32 Chefes de Estado africanos decidiram criar a OUA, com o objectivo de libertar o continente da dominação estrangeira. Dessa reunião, realizada em Addis Abeba (Etiópia), nasceu a OUA (Organização de Unidade Africana). Pela importância daquele momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação de África. O dia representa também um profundo significado da memória colectiva dos povos do “continente negro” e a demonstração do objectivo comum de unidade e solidariedade dos africanos na luta para o desenvolvimento econômico continental. A criação da OUA traduziu a vontade dos africanos de converterem-se num corpo único, capaz de responder, de forma organizada e solidária, aos múltiplos desafios com que se de

Chamar outra mulher de “puta” é cuspir no espelho

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Questão de Gênero É possível que você já tenha ouvido alguma mulher chamando outras mulheres de “putas”, “vadias”, “periguetes” e outros termos com esse teor – se é que não foi você mesma a mulher a proferir tais xingamentos. Na nossa cultura, parece ser muito comum a competitividade e autoafirmação feminina por meio da não-sexualidade, quando o fator sexual é considerado algo ruim e reprovável. Por isso, as mulheres que parecem ser muito sexuais – ou que são difamadas como tal – recebem hostilidades diversas. Muitas mulheres que chamam outras de “putas” estão tentando demarcar um território, uma diferença entre elas e as outras. Para elas, é como se o fato das outras serem “vulgares” automaticamente assegurasse a própria reputação. O imenso equívoco está aí, pois chamar outra mulher de puta não te torna imune ao machismo; você não fica vacinada contra esses mesmos xingamentos. De fato, ser vista e ofendida como uma “vadia” é um dos primeiros atos de agressão proferidos contra t